O crédito com garantia de imóvel, conhecido como home equity, cresceu 26% no primeiro trimestre de 2026 e segue como a linha de crédito mais barata disponível para pessoa física no Brasil. Foram R$ 3,166 bilhões em novas concessões no período, alta de 25,83% sobre o mesmo trimestre de 2025.
A lógica é simples: quando o imóvel entra como garantia, o risco do banco cai e a taxa repassa essa diferença. Enquanto o empréstimo pessoal médio fica em 6,67% ao mês e o consignado em 3,82%, o home equity opera entre 1,12% e 1,80% ao mês nos cinco maiores bancos do país. Na prática, pode custar metade de um consignado.
Desde julho de 2025, a norma do Conselho Monetário Nacional que regulamentou o Marco das Garantias permite usar o mesmo imóvel para mais de uma operação de crédito, respeitando o teto de cerca de 60% do valor de avaliação. Isso significa que o capital parado no imóvel pode ser aproveitado de forma mais eficiente.
O prazo longo e a carência inicial fazem a parcela caber no orçamento enquanto o recurso trabalha em outra frente. É a estrutura que usamos na JBS para clientes que precisam de liquidez sem vender seus ativos.
Nem todo imóvel é aceito: instituições costumam exigir imóvel quitado ou com boa parte paga, documentação regular e avaliação formal. Residenciais, comerciais e, em alguns casos, terrenos entram como garantia. A análise considera renda, histórico de crédito e o percentual do imóvel que será comprometido.
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Simular meu home equityFontes: ABECIP/Portas (abecip.org.br); Portas.com.br, 14/09/2026 (portas.com.br).